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quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

Para vereadores, exonerações foram retaliação de Bernal por falta de apoio político


Luiza Ribeiro rebate acusações e garante que demissões estavam previstas há quatro meses pela Semed

Os vereadores querem que a denúncia de que o prefeito de Campo Grande, Alcides Bernal (PP) estaria "intimando" aqueles que possuem cargos comissionados em sua gestão para se filiar ao Partido Progressista, no qual Bernal é presidente regional, seja encaminhada para o MPE (Ministério Público Estadual). Além disso, o atual chefe do Executivo já lançou a pré-candidatura para reeleição, informando publicamente os aliados.

Conforme a denúncia publicada peloTopMídiaNews, Bernal mandou os comissionados escolherem um lado nas eleições da prefeitura de 2016 e, nesta quarta-feira (17), conforme a publicação do Diogrande, o município exonerou mais de 40 diretores de escolas e ceinfs de Campo Grande.

O assunto na manhã desta quinta-feira (18) foi bastante discutido na Câmara Municipal da Capital. O vereador Marcos Alex (PT) acha o fato estranho e afirma que merece uma investigação para a ver a veracidade. "Não tem como deixar de notar que existe uma relação entre essa situação cadastral referente a opção política dos diretores. Acredito que os novos servidores que foram nomeados possivelmente tenham feitos essas filiações no partido", disse.

Otávio Trad (PT do B) foi mais fundo no assunto e chegou a compará-lo com o ex-governador do Estado André Puccinelli (PMDB), que foi flgrado, em vídeo, mandando os servidores votarem em quem ele queria. "É uma situação de coação aos servidores e que é necessário previdências, como comunicar o caso ao MPE", adiantou.

O peemedebista Paulo Siufi relatou que vai pedir pessoalmente ao presidente da Casa de Leis João Rocha para que ele encaminhe a denúncia da suposta coação dos servidores ao MPE de forma oficial. 

Carlão (PSB), estuda em fazer uma emenda defendendo que haja eleições para os diretores da Rede Municipal, onde o tempo será de 60 dias.

O vereador Chiquinho Telles (PSD), foi quem encaminhou a denúncia para a Câmara. Ele explica que haviam servidores que trabalhavam há mais de dez anos no mesmo local e que tiveram seus sonhos prejudicados por Bernal de um dia para o outro.


 "A maldade está na surpresa, pois para ele (Bernal) ser feliz, precisa fazer isto", poetizou Chiquinho.

Na contramão dos outros vereadores, a parlamentar Luiza Ribeiro (PP) disse que a história das fichas não é verdadeira. Também justificou que a decisão de exonerar os servidores foi tomada há quatros meses pela Semed (Secretaria Municipal de Educação) e tinha como objetivo fazer a remoção de 20% dos diretores que não estariam tendo um bom relacionamento com os funcionários.

"Com o Bernal, não é mais permitido que os comissionados tenham apadrinhamento político. Tudo isso é algo natural e que deveria acontecer. Essas fichas são balão de pólvora, pois não existe essa situação. Os vereadores estão perdendo tempo de resolver questões importantes para a Câmara", disse a vereadora, defendendo o partido.  

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