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quinta-feira, 3 de março de 2016

Aliado de Olarte se livra de acusação de extorsão contra empresários

Denúncia apontava suposta coação de empresários por dois homens em nome do prefeito afastado

O MPE (Ministério Público Estadual) arquivou o inquérito civil 70/2014, que investigava denúncias de extorsão a empresários que teriam sido realizadas por Raimundo Nonato de Carvalho e Raimundo Moreira de Araújo. De acordo com o Conselho Superior do órgão, houve perda de objeto porque não havia “elementos capazes de comprovar os fatos alegados” pelo denunciante.

A investigação foi realizada para “apurar eventual irregularidade no fato de dois homens tentarem extorquir, em nome do prefeito municipal, empresários que prestam serviço” à prefeitura de Campo Grande. Não há informações sobre o chefe do Executivo em questão para consulta por se tratar de um inquérito sigiloso. No entanto, Raimundo Nonato sempre foi ligado a Gilmar Antunes Olarte (PP por liminar).

Assim como o prefeito afastado, Nonato já foi integrante da lista de filiados ao Partido Progressista, mas acabou expulso pelo atual gestor, Alcides Bernal (PP). Ele é também, junto com Luiz Pedro Guimarães, um dos autores da denúncia por crimes de improbidade administrativa, que resultou na cassação de Bernal após julgamento e votação da Câmara Municipal.

Segundo a decisão publicada no Diário Oficial do MPE, com base em relatório do Conselheiro Hudson Shiguer Kinashi, “as pessoas investigadas não fazem parte do quadro de servidores da prefeitura municipal de Campo Grande” e “nenhum contrato formalizado com a intermediação dos investigados” foi encontrado, o que resultou na “ausência de credibilidade na notícia”.

Por se tratar de um inquérito sigiloso, não há detalhes se a nomeação do filho de Raimundo Nonato, Enéas José de Carvalho Netto, na Emha (Agência Municipal de Habitação) foi considerada no relatório. O rapazrecebeu um cargo comissionado cinco dias após a ascensão de Olarte, em 18 de março de 2014, e um posto de chefia em janeiro de 2015, com vencimentos de R$ $ 11.579,72.

O pai de Enéas era ainda integrante do grupo do ex-diretor da Emha, Paulo Mattos, que chefiou a pasta durante a gestão do ex-prefeito Nelsinho Trad (PTB). Presidente de honra do PSC no Estado, Raimundo realizou diversos convites a Olarte para que retornasse ao partido que o elegeu vereador, estando presente, inclusive, em algumas reuniões que ocorreram no Paço Municipal.

O inquérito também não traz detalhes sobre a atuação de Raimundo Moreira de Araújo, mas em pesquisa pelo Diogrande (Diário Oficial de Campo Grande), o nome do investigado aparece em nomeações do Conselho Municipal do Meio Ambiente durante a gestão de Olarte e em assinaturas de contrato com o município pelas empresas Mapa Incorporações Ltda e Ecoplantar.

DIOGRANDE n. 3.954, de 03 de fevereiro de 2014 - Foto: TopMídiaNews

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