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sexta-feira, 6 de maio de 2016

HU suspende cirurgias por falta de material básico e medicamentos


Hospital Universitário Maria Aparecida Pedrossian, em Campo Grande. (Foto: Marcos Ermínio/Arquivo)Hospital Universitário Maria Aparecida Pedrossian, em Campo Grande. (Foto: Marcos Ermínio/Arquivo)
O Hospital Universitário Maria Aparecida Pedrossian, em Campo Grande, suspendeu as cirurgias eletivas e de urgências alegando dificuldades financeiras, falta de insumos e medicamentos. A informação é de que a suspensão é temporária, entretanto, não existe uma previsão para que a situação seja sanada.
O problema na unidade hospitalar estaria se arrastando há meses, sendo evidenciado nas últimas semanas. A falta de condições para manter o atendimento de tais procedimentos levou a gerência de atenção à saúde a deliberar pela suspensão.
Em ofício endereçado ao MPE (Ministério Público Estadual), CRMS (Conselho Regional de Medicina) e Central Estadual de Vagas, comunicando sobre a suspensão, a gerente de atenção à saúde, Ana Lúcia Lyrio de Oliveira, reitera que a decisão foi tomada por conta do desabastecimento de insumos e medicamentos, entretanto, sem detalhamento.
A direção do HU afirma que já está em contato com gestores de saúde e fornecedores para a reposição dos materiais e as cirurgias serão retomadas tão logo a situação seja resolvida.
Há tempos, o HU tem operado com dificuldades, o que ficou evidenciado ainda mais durante vistoria do Conselho Municipal de Saúde feita no fim de abril deste ano. Foi constatado que a unidade chega a funcionar 100% acima da capacidade no pronto-socorro e tem que fazer “milagre”.
Ainda conforme o Conselho Municipal de Saúde, falta de equipamentos simples impedem a abertura de 17 leitos numa ala da pediatria.
Com a falta de leitos, a “vaga zero” deixa de ser procedimento de exceção para virar regra. Nesta modalidade, entra o paciente grave que precisa ser internado mesmo sem a vaga.
Referência em áreas como a neurologia, infectologia e UTI neonatal, o Hospital Universitário tem capacidade para 195 leitos, 35 de CTI e 26 de pronto-socorro. Desde 2010 a unidade passa por reforma custeadas pelo Rehuf (Programa Nacional de Reestruturação dos Hospitais Universitários Federais), mas não há previsão de ampliar o atendimento.
Por meio de portaria publicada dia 27 de abril, o Ministério da Saúde vai destinar R$ 4.126.936,84 para custeio do HU. O recurso é um extra, mas pouco diante da demanda para manter o hospital. A unidade tem custo de R$ 3,6 milhões por mês, sendo de R$ 1,8 milhão a R$ 2 milhões referentes ao contrato com o gestor pleno, no caso, a prefeitura de Campo Grande.

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