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sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

Educação pode mobilizar metade do país contra zika, diz ministra

Leonardo Rocha e Antonio Marques

Ministra Tereza Campelo disse que educação pode mobilizar o país contra zika (Foto: Fernando Antunes)Ministra Tereza Campelo disse que educação pode mobilizar o país contra zika (Foto: Fernando Antunes)
A ministra o Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello, afirmou nesta sexta-feira (19) que existem 60 milhões de pessoas envolvidas com aeducação no Brasil, entre estudantes e profissionais, e se cada um conscientizar o pai e a mãe, haverá uma mobilização de 120 milhões de pessoas contra o zika vírus. O que representaria a metade do país.

Ela fez este discurso no Ceinf (Centro de EducaçãoInfantil) José Eduardo Martins Jallad, no Parque dos Poderes, em Campo Grande, em agenda pública válida pela Mobilização Nacional da Educação - Zica Zero, que teve a presença da vice-governadora, Rose Modesto, além do prefeito, Alcides Bernal (PP), e dos secretários municipais de Educação, que prestigiaram o evento.
Campello ponderou que esta ação em conjunto entre educação, saúde e assistência social, tornam a mobilização contra o mosquito Aedes Aegypti, mais eficaz, pois envolve muitos setores e profissionais disponíveis. Ela disse que as ações sobre o zika vírus começaram desde que ele foi diagnosticado, porém agora se busca a participação efetiva da sociedade.
A secretária estadual de Educação, Maria Cecília Amêndola, relatou que uma forma de convencer as pessoas sobre a importância do cuidado sobre os focos do mosquito, é imaginar uma "nova geração com deficiência", em função da relação do zika vírus com os casos de microcefalia. "Nosso filhos e netos podem nascer com deficiência, teremos uma geração triste".
A vice-governadora Rose Modesto ressaltou que em Mato Grosso do Sul são 250 mil alunos e 20 mil profissionais de educação, que podem ser multiplicadores dos cuidados com o mosquito, em uma mobilização que pode reverter o quadro de epidemia.
Depois do evento no Ceinf do Parque dos Poderes, a comitiva da ministra ainda seguiu para o Cras (Centro de Referência de Assistência Social) Margarida Simões Correia Neder, que fica no Bairro Futurista. No local teve apresentação de crianças da comunidade Quilombola e novos discursos sobre conscientização nas residências.
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Estudante morre no HR e pode ser a terceira vítima de dengue na Capital

Jovem morreu no início da noite desta quarta-feira

  • Leika ficou internada por dois dias no Regional (Arquivo Pessoal/Facebook)
  • A estudante de 33 anos, Leika Pereira Campos pode ter sido a terceira vítima da dengue em Campo Grande só em 2016. Ela morreu no Hospital Regional na última quarta-feira (17), depois de dois dias internada na unidade.
    Segundo a SES (Secretaria de Saúde do Estado), a paciente deu entrada no hospital no dia 15, encaminhada pela CRS (Centro Regional de Saúde) Aero Rancho, com febre alta e dores abdominais.
    Já a Sesau (Secretaria Municipal de Saúde) relatou que Leika foi atendida primeiramente na CRS do Guanandy, na noite do dia 13 de fevereiro, onde foi realizou exames, foi medicada e liberada na madrugada do dia 14. No mesmo dia ela procurou atendimento no CRS do Aero Rancho, permanecendo internada. Como a paciente apresentou sintomas de dengue hemorrágica, foi solicitada a transferência par o Regional. 

    Se confirmado, essa será a terceira morte por dengue em apenas dois meses na Capital. O número corresponde ao registro total de 2015 para a cidade. Já no Estado foram 17 óbitos confirmados em 2015 e 2 ainda em investigação.
    Quanto ao número de notificações, foram 46.070 no ano passado, contra 21.982 até o dia 13 deste mês, ou seja, em apenas dois meses de 2016 o número de registros equivale a 47,7% do total de 2015.
    Casos recentes
    A secretaria já confirmou a morte de Maria Fernanda Amarilha Pereira, de 8 anos, e  Karolina Ribeiro Soares, de 16 anos, em decorrência da dengue.
    A criança estava internada na UPA Vila Almeida, com dengue clássica e morreu no dia 12 de janeiro, após sofrer uma parada cardíaca. Na ocasião, o Executivo alegou que a menina sofria de cardiopatia congênita, que consiste em uma anormalidade na estrutura do seu coração e que isso pode estar relacionado ao óbito. A família da criança afirmou que não sabia da suposto problema de saúde e questionou a demora em transferir a paciente.
    A adolescente, morreu um dia depois, após ter três paradas cardíacas no Hospital Rosa Pedrossian, em Campo Grande. De acordo com a tia da garota, Maria Antônia Soares, os médicos do hospital levantaram a suspeita de que a morte poderia ter sido causada pelo Zika vírus.