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quinta-feira, 3 de março de 2016

Mulher é presa suspeita de envolvimento em tortura de criança

A mãe da tia do menino de quatro anos que era torturado em rituais de magia negra foi presa em Aquidauana, devido um mandado expedido pela 7ª Vara Criminal de Campo Grande.  Ela foi presa pela Polícia Civil e transferida para a Capital, onde será ouvida novamente. As Investigações dão conta que a mulher também praticava os rituais em Aquidauana, mas não há indícios de que outras crianças tenham sido torturadas.
O relato do primo da vítima, de 18 anos, também preso em Aquidauana, foi fundamental para confirmar a participação da mulher nas sessões de tortura. Na semana passada, ao prestar depoimento em Campo Grande, ela tinha dito que fazia apenas magia branca e que não tinha conhecimento de que a filha estava envolvida em magia negra.
O caso
A criança foi resgatada na semana passada, numa casa situada na região central de Campo Grande, durante uma vistoria do Conselho Tutelar, que constatou as práticas de tortura e agressão por parte dos tios do menino, 31 e 46 anos.
Na residência, foram encontrados dois celulares, R$ 402,00, pulseiras de miçangas, patuá e um boneco, que, segundo informações, eram usados em prática de magia negra. Os tios da criança tentaram justificar as lesões dizendo que ela havia caído, mas entraram em contradição.
O casal, que ainda tem duas filhas, de 09 e 12 anos, acabou confessando as agressões ao menino, que já teve até água quente jogada em sua cabeça. A mulher chegou a declarar que ela e o marido ouviam vozes do diabo.
As investigações constataram que uma terceira pessoa participava dos rituais, no caso, o primo da criança, preso em Aquidauana. A mãe da tia do menino, que também reside na Princesa do Sul, foi ouvida pela polícia e negou envolvimento nas agressões. Ela acabou presa nesta segunda-feira, após mandado expedido pela 7ª Vara Criminal de Campo Grande.
Com a visão comprometida e uma série de lesões no corpo, a criança permanece internada na Santa Casa de Campo Grande, com previsão de receber alta no próximo domingo (06).

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

Primo diz que torturava menino quando estava 'incorporado' e desmente avó

Jovem disse ainda que 'era obrigado' durante rituais de magia negra

  • Criança era agredida com cabo de vassoura e queimada com ponta de charuto (Divulgação)
  • Giovani da Silva Ortiz, de 18 anos, afirmou ao delegado Paulo Sérgio Lauretto, titular da Depca (Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente), que foi obrigado a participar dos rituais de 'magia negra' pelos tios do menino, de 4 anos.
    Segundo o depoimento de Giovani os rituais começaram em setembro de 2015, e que em muitas vezes era obrigado a participar. Além disso ele afirma que em um dos últimos rituais, a tia da criança o fez 'incorporar' uma entidade, portanto ele não lembra do ocorrido.

    O delegado ainda afirmou que durante o depoimento, Giovani disse que a mãe da tia da criança também participava dos rituais, contradizendo a afirmação dela de que só praticava 'magia branca' e que nunca teria participado de sessões de tortura contra o menino.
    Para o delegado, Giovani afirmou que a criança era agredida com cabo de vassoura, era queimada com ponta de charuto e tinha água quente derramada em seu corpo. Ainda de acordo com o depoimento, o último ritual de que teria participado foi em dezembro de 2015.
    Lauretto ainda afirmou que vai aguardar um mandado de busca e apreensão para realizar a perícia na residência onde o casal morava. A mãe da tia da criança, de 4 anos, deve voltar a ser ouvida depois do depoimento de Giovani que confirmou sua participação nos rituais.
    Giovani será encaminhado ainda nesta quinta-feira (25) para o presídio, mas ainda não se sabe para qual estabelecimento penal.
    O caso
    A criança foi resgatada na noite desta terça-feira (23) depois de uma visita de rotina do abrigo que constatou os machucados no menino, que tinha muitas lesões pelo corpo, nas costas, pescoço e teve a unha do dedão do pé arrancada, além de ter água quente derramada em sua cabeça.
    A criança foi levada para a Santa Casa da Capital e segundo informações da enfermeira que atendeu o menino, ele pode até perder a visão dos dois olhos devido às agressões sofridas.
    O casal, de 31 e 46 anos, tios do menino tinham a guarda desde maio de 2015. O menino tem uma irmã, que ainda está no abrigo.  Na residência que fica na região central de Campo Grande, foram encontrados dois celulares, R$ 402, pulseiras de miçangas, patuá e um boneco, que segundo informações eram usados em prática de magia negra.
    A justificativa para tanta barbárie seria o diabo, como disse a tia. Segundo a autora, eles ouviam vozes, que eram do diabo, e por isso, praticavam as torturas. O caso foi registrado na Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) do Centro e deve ser repassado para a Depca.

    Mãe de agressora nega participação em tortura de criança de 4 anos

    O genro afirma que ela participava dos rituais em que o menino era agredido com a promessa de trazer prosperidade

    A mãe da acusada de torturar o menino de 4 anos em rituais de magia negra, cujo nome não foi divulgado, foi ouvida pelo delegado Paulo Sérgio Laureto, da DEPCA (Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente), após ser acusada pelo tio avô do menino, que também agredia a criança, de participar dos rituais na residência do casal, em Campo Grande.

    Em depoimento, a mulher afirmou que participava de rituais de  magia branca e negou que torturava o menino de 4 anos. "A mãe da Conceição disse que já tinha participado de ritual de magia branca e que nesses rituais o menino não estaria envolvido", diz o delegado.

    Como o genro afirma que a sogra tem envolvimento, os depoimentos serão confrontados pela polícia, que vai investigar se houve ou não a participação da mulher. O delegado ouviu também as duas filhas do casal, que foram encontradas abandonadas na casa e ressaltou que as meninas notavam ferimentos no corpo da criança, mas os pais sempre tentavam justificar que o garoto se machucou sozinho.

    "As crianças alegaram para que elas sabiam do ritual, mas disseram que não participavam. Um dia elas viram  o nariz do menino sangrando, perguntaram porque estava saindo sangue e a mãe delas disse que ele acordou de madrugada e bateu nariz na parede, elas viam ferimentos e não sabiam motivos.  Um outro dia, elas disseram que viram a perna do menino ferida e a mãe afirmou que ele caiu da cama", explica Paulo Sérgio.

    Além de ouvir a mãe da acusada pelas torturas, a polícia conseguiu prender o jovem de 18 anos que teria participação no caso. Ele foi preso na residência do pai, que fica em Aquidauana e já está na Capital, sendo deslocado para a DPCA.
     

    Segundo o delegado, o inquérito tem o prazo de dez dias, a contar de ontem, para ser concluído.