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domingo, 21 de fevereiro de 2016

De Bernal a Azambuja, deputados saem do muro e voltam ao embate

Clima está mais quente na Assembleia

  • (Divulgação/Assembleia)
  • Os deputados decidiram sair do muro e debater na Assembleia Legislativa. Lama Asfáltica, prisão de Delcídio do Amaral (PT) e diversos escândalos da política acabaram fazendo os deputados ficarem mais contidos. Agora, passados alguns dias dos escândalos e em ano de eleição, parlamentares voltaram ao embate e ninguém escapou.

    Nesta semana que passou o clima esquentou de vez e sobrou para Reinaldo Azambuja (PSDB) e Alcides Bernal (PP). Azambuja tem maioria na Assembleia, mas não escapou das críticas do único opositor, o PT, que estava um pouco sumido deste embate.
    O deputado Cabo Almi (PT) foi o responsável por puxar a fila do debate. Ele criticou o número de comissionados de Azambuja, ressaltando a quantidade de carros na Governadoria e orientou o governador a investir o dinheiro em funcionários do Detran, saúde e segurança pública, que carecem de investimento.
    O prefeito Alcides Bernal também entrou na lista. Os deputados fizeram diversas críticas à gestão, incluindo a demissão de vários diretores e chegaram a falar em tratamento psicológico para o chefe do Executivo.
    Por enquanto, André Puccinelli (PMDB), principal investigado na Lama Asfáltica, e Delcídio, preso por quase três meses, não fizeram parte do debate, que promete. Só na Assembleia, cinco querem concorrer a prefeito de Campo Grande: Beto Pereira (PSDB), Mara Caseiro (PMB), Márcio Fernandes (PTdoB), Marquinhos Trad (PMDB) e Pedro Kemp (PT).
    Os deputados Mara Caseiro e Pedro Kemp também fizeram a temperatura subir. A dupla começou a se estranhar depois que Mara criou a CPI do CIMI. De lá para cá foram vários os embates, que parecem não ter fim. Nesta semana Mara fez duras críticas ao PT e desagradou Kemp, que rebateu: “Que histeria”.

    Máfia do Câncer se enrola com Justiça, mas Assembleia e CPI 'aliviam'

    O presidente da CPI, Amarildo Cruz solicitou o indiciamento que não foi pedido pelo relator oficial

    Comissão na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul. (Foto: assessoria)Máfia do Câncer se enrola com Justiça, mas Assembleia e CPI 'aliviam'
    Comissão na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul. (Foto: assessoria)
    Os membros da famosa "Máfia do Câncer", formada por ex-diretores e funcionários do Hospital de Câncer Alfredo Abrão, em Campo Grande,  passaram a ser réus após a decisão do juiz João Felipe Menezes Lopes, anexada à ação penal movida pelo MPF (Ministério Público Federal), como resultado das investigações da Operação Sangue Frio, da Polícia Federal.

    Mas o que chama atenção é que a CPI da Saúde foi criada pela ALMS (Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul) em 2013, para apurar as irregularidades cometidas pela Máfia do Câncer, mas o indiciamento não dos médicos Adalberto Abrão Siufi e Issamir Farias Saffar, ex-diretores do HC; Luiz Felipe Terrazas Mendes e Blener Zan, respectivamente ex-diretor-presidente e ex-presidente da Fundação Carmen Prudente (mantenedora do Hospital do Câncer) e Betina Moraes Siufi Hilgert, filha de Adalberto e ex-administradora do hospital; e o técnico em radiologia Adalberto Chimenes, não foi indicado.

    O deputado estadual Amarildo Cruz (PT), que presidiu a CPI, afirmou ao TopMídiaNews que elaborou um relatório paralelo com o pedido de indiciamento, mas o relator oficial da CPI, deputado estadual Junior Mochi do PMDB não  fez o pedido.

    Já o vice-relator, deputado Onevan de Matos (PSDB) disse que o pedido foi feito individualmente pelo deputado petista e não chegou até suas mãos. "O pedido foi individual do Amarildo Cruz, não foi solicitada a opinião dos membros, portanto, não chegamos a realizar essa discussão entre os membros, porque foi um pedido individual".

    A denúncia criminal foi acatada pelo magistrado contra seis pessoas: os médicos Adalberto Abrão Siufi e Issamir Farias Saffar, ex-diretores do HC; Luiz Felipe Terrazas Mendes e Blener Zan,  ex-diretor-presidente e ex-presidente da Fundação Carmen Prudente (mantenedora do Hospital do Câncer) e Betina Moraes Siufi Hilgert, filha de Adalberto e ex-administradora do hospital e por último o técnico em radiologia Adalberto Chimenes.